sexta-feira, 9 de julho de 2010
Talkin' about a revolution
Don't you know
They’re talkin’ about a revolution
It sounds like a whisper
Don’t you know
They’re talkin’ about a revolution
It sounds like a whisper
While they’re standing in the welfare lines
Crying at the doorsteps of those armies of salvation
Wasting time in the unemployment lines
Sitting around waiting for a promotion
Poor people gonna rise up
And get their share
Poor people gonna rise up
And take what’s theirs
Don’t you know
You better run, run, run...
Oh I said you better
Run, run, run...
Finally the tables are starting to turn
Talkin’ about a revolution
__________________________________________________________________________
Falando Sobre Uma Revolução
Você não sabe
que estão falando numa revolução?
Isso soa como uma confidência
Você não sabia
que estão falando numa revolução?
Isso soa como uma confidência
Enquanto eles estão parados nas filas da assistência social
Chorando nas portas daqueles exércitos da salvação
Perdendo tempo nas filas de desempregados
Sentando ao redor da espera de uma promoção
As pessoas pobres vão se insurgir
E apanhar sua parte
As pessoas pobres vão se insurgir
E pegar o que é delas
Você não sabe?
Melhor você correr, correr, correr...
Oh, eu disse é melhor você
Correr, correr, correr...
Finalmente as discussões estão começando a voltar
Estão falando numa revolução
Hands clean... (Música do dia)
If it weren't for your maturity none of this would have happened
If you weren't so wise beyond your years I would've been able to control myself
If it weren't for my attention you wouldn't have been successful and
If it weren't for me you would never have amounted to very much
Ooh this could be messy
But you don't seem to mind
Ooh don't go telling everybody
And overlook this supposed crime
We'll fast forward to a few years later
And no one knows except the both of us
And I have honored your request for silence
And you've washed your hands clean of this
You're essentially an employee and I like you having to depend on me
You're kind of my prot¨¦g¨¦ and one day you'll say you learned all you know from me
I know you depend on me like a young thing would to a guardian
I know you sexualize me like a young thing would and I think I like it
Ooh this could get messy
But you don't seem to mind
Ooh don't go telling everybody
And overlook this supposed crime
We'll fast forward to a few years later
And no one knows except the both of us
And I have honored your request for silence
And you've washed your hands clean of this
what part of our history's reinvented and under rug swept?
what part of your memory is selective and tends to forget?
what with this distance it seems so obvious?
Just make sure you don't tell on me especially to members of your family
We best keep this to ourselves and not tell any members of our inner posse
I wish I could tell the world cuz you're such a pretty thing when you're done up properly
I might want to marry you one day if you watch that weight and keep your firm body
Ooh this could be messy and
Ooh I don't seem to mind
Ooh don't go telling everybody
And overlook this supposed crime
terça-feira, 6 de julho de 2010
Ilusão e Realidade

Cada indivíduo é um microcosmo, parcialmente ciente de si mesmo; um complexo de forças inconscientes a ser ainda descobertas.
Demóstenes, um dos mais célebres oradores atenienses, dizia: “É extremamente fácil enganar a si mesmo; pois o homem geralmente acredita no que deseja”.
O ser vê as coisas e o mundo tal como ele é. Quando se vive em equilíbrio interior, até mesmo nos fatos e ocorrências que aparentam enormes desajustes se pode encontrar uma harmonia oculta. À medida que nos transformamos, vamos mudando nossa visão da Criação e das criaturas.
O termo “Sansara”, nas diversas religiões orientais, tem como significado o “mundo das ilusões”. Elas afirmam que a maioria dos seres humanos vive neste universo fictício, razão pela qual está presa ao círculo dos renascimentos, e que todo sofrimento provém de não sabermos distinguir a ilusão da realidade. Asseguram ainda que, para atingirmos a espiritualidade, seria necessários extinguir-mos as fantasias do mundo físico, aniquilando assim o “ego” – conjunto de ilusões que nos afastam do sendo de realidade.
O orgulho é a inquietação de viver para um imagem efêmera e egocêntrica. Alimentar a aparência requer viver em função da imaginação que se faz de si mesmo e das pessoas. A busca existencial dos orgulhosos não repousa nas experiências de “ser” e, sim, nas expectativas de “ter” ou de agradar os outros.
A fascinação está intimamente ligada ao orgulho e ambos têm como raízes a necessidade de triunfar a qualquer preço, uma arrogância competitiva, subprodutos de um complexo de inferioridade.
Os “olhos do fascinado” trazem gravados, em sua retina espiritual, clichês psíquicos – desta ou de outras existências – de imagens idealizadas de onipotência.
Por exemplo, na infância pode ter sido uma criança elogiada em demasia ou supervalorizada pelos familiares e amigos. Daí desenvolveu uma convicção de supremacia e orgulho, uma tendência adquirida de que nada existe que ele não faça bem e de que não há ninguém que faça melhor que ele. Esse indivíduo acredita não ter dúvidas, se julga um doador benemérito, uma pessoa admirável, possuidora de qualidades extraordinárias. Tudo isso pode até conter uma PARTÍCULA de verdade, mas esse excesso de admiração e elogios que recebeu quando criança pode ser a chave para que possamos compreender melhor suas atitudes de auto-ilusão.
Não é que ele não queira ver, está momentaneamente impossibilitado de enxergar a realidade. Aliás, só podemos modificar aquilo que conseguimos ou queremos ver.
Há casos de auto-ilusão em que não se pode afirmar, de forma categórica, que o fascinado “se obstina em conservar seu mal e nele se compraz”, de propósito, ou mesmo que ele negue o fato real, por ser teimoso e turrão. O fascinado não consegue descerrar os olhos, porque vive subjugado pela irrealidade do seu ego tacanho, individualista e míope.
Em muitas ocasiões, recusar a verdade ou não se permitir reconhecer a realidade se prende a um mecanismo de defesa inconsciente usado para bloquear a consciência às coisas que ameaçam os valores mais íntimos do indivíduo.
Neste caso, sempre que ele perceber que seu fictício prestígio ou sua auto-estima inadequada estiverem sendo ameaçados, acionará inconscientemente seu sistema ilusório, para proteger-se. Sua técnica de defesa será: “ESTOU SEMPRE CERTO”. Haverá um esforço enorme para resguardar sua suposta superioridade. Em muitas circunstâncias, pensamos que a máscara que utilizamos é a nossa verdadeira essência.
Forçá-lo ou obrigá-lo a enxergar a realidade negada pode ser sua medida precipitada e perigosa. Importante lembrar que “Há um momento para tudo e um tempo para todo propósito debaixo do cèu... tempo de plantar e um tempo de arrancar a planta”. Ele não suporta sugestões, observações ou qualquer questionamento sobre si mesmo u de suas atitudes. Quando lisonjeado, presta favores e retribui a devoção recebida, mas nunca admite ser seriamente contestado.
A fascinação é uma forma de auto-engano. É uma atração dominadora que esconde sob um manto opaco e invisível nossa visão clara e crítica dos valores naturais que regem nossa existência de Espíritos Imortais.
Um obsessor não causa a fascinaçã, apenas se aproveita dos núcleos mal elaborados da psique humana, agravando o desajuste já ali instalado. Nós é quem abrimos a aura, permitindo a intromissão de elementos negativos, que manipulam e dominam nossas energias.
Para nos desfazermos da fascinação ou da auto-ilusão seria preciso apenas nos desvencilharmos da escravidão da idéia pressuposta que temos ou desejamos ter acerca de nós mesmos. Sempre que abandonarmos nossa identidade real, tentando constituir como eixo central de nosso cotidiano uma imagem distorcida e fantasiosa, viveremos inadaptado socialmente e com uma série de transtornos psíquicos.
Seria muito simples sermos aquilo que somos, tomar posse de nossos verdadeiros dons divinos, evitando desse modo todo sofrimento e esforço para aparentarmos aquilo que não somos. Não esqueçamos, porém, que a sabedoria vem da prática; quanto mais experiências, mais discernimento e bom senso possuiremos.
“... Como não há pior cego do que aquele que não quer ver...”, é bom recordar que não podemos modificar as pessoas, mas apenas oferecer-lhes mãos amigas, compreensão e muita paciência.
Aprendendo a ser pacientes com nossas dificuldades, aprendemos, do mesmo modo, a ser tolerantes com as dos outros. Somente tomaremos soluções sensatas diante de situações enganosas quando já tivermos adquirido a capacidade de enxergar os fatos e acontecimentos tais quais são na realidade.
Honestidade emocional

Um indivíduo em estado de fixação mental nada vê, nada ouve, nada sente ou nada percebe além da pessoa, objeto ou fato a que sua mente cristalizada se prendeu.
A fixação mental pode perdurar por séculos. A alma se isola do mundo externo, passando a visualizar unicamente o centro do desequilíbrio, permanecendo paralisada, dominada por ocorrências ou fatos aflitivos, recentes ou remotos.
Trata-se de uma verdadeira tortura mental sobre a qual o enfermo não tem nenhum controle. A fronte pensadora mantém um diálogo ininterrupto: vive em constante conversa de si para consigo mesmo.
A mente se fixa em determinada criatura ou acontecimento e fica incapaz de evitar que os pensamentos, as discussões e as palavras continuem girando sem parar. O mundo mental se torna hiperativo; repete o mesmo problema muitas vezes, levando a criatura à fadiga, acompanhada de uma sensação de cabeça pesada e de sobrecarga íntima.
A perturbação interior pode imobilizar-nos por tempo incalculável entre os fios de sua “textura de escuridão”. A alma infeliz se faz prisioneira não só de inimigos externos, mas, sobretudo, dos mais ferrenos inimigos: os internos.
Indivíduos doentes comtemplam tão-somente, e por largo tempo, as aflitivas criações mentalis deles mesmos, ficando obstruída a possibilidade de observarem novas e edificantes paisagens de desenvolvimento e crescimento espiritual. São processos de monoideísmos, verdadeiros estados mentais alucinatórios, em que vivem isolados em circuitos fechados. São aprisionados nos próprios painéis íntimos e justapostos às criaturas afins, coagulando ou materializando imagens repetidas por associação individual e espontânea.
Reservados, carrancudos, tímidos, envergonhados e desprovidos de humor, eis as características mais freqüentes desses indivíduos.
Na mansão do pensamento, o racioncínio emite as ordens, mas é o sentimento que guia. Vivem uma espécie de desonestidade emocional, criando um afastamento não apenas do mundo, mas também de si mesmas.
Criamos um bloqueio mental e/ou emocional, separando o nosso horizonte contextual e o nosso conteúdo sentimental, o que resulta na perda do verdadeiro significado de nosso mundo afetivo. Estar com medo ou negar o que sentimos pode nos levar a uma situação que provoca alucinação. A criatura não consegue resolver-se, por ignorar suas reações emocionais, nem mexer-se, por que se autodistrai, criando uma idéia fixa que a mantém imobilizada ou paralisada intimamente.
Aprender a identificar o que estamos sentindo é um desafio que podemos dominar, mas não nos tornamos especialistas da noite para o dia. Não precisamos reprimir nossos sentimentos rigidamente, nem permitir que eles nos controlem ou nos imponham atos e atitudes. Lembremo-nos de que apenas podemos nos redimir até onde conseguimos nos perceber, até onde nos permitimos sentir.
A alucinação ou a idéia fixa, tanto consciente quanto inconsciente, limita a nossa liberdade de ação em diversos setores da vida. Toda ilusão deixa a criatura obcecada, e não admitir o que se sente é uma forma de auto-ilusão. Para não ficarmos enredados nas malhas da fixação mental, precisamos entrar em contato com o “chão da realidade”.
A cura definitiva para esse tipo de mal é aprimorar nossos sentimentos e abrandar nosso coração, identificando com atenção as reações interiores e transformando-as para melhor.
A Vida Maior não tenta distanciar o homem da Natureza, mas facilitar sua conexão com ela. Portanto, mais cedo ou mais tarde, o homem terá de voltar à naturalidade da vida, destruindo gradativamente os excessos que contrariam as leis naturais, e por conseqüência, geram conflitos ilusórios e perturbação íntima.
A edificação da paz no reino interior se estabelece em nós definitivamente quando começamos a cultivar a “honestidade emocional” em todas as nossos relações, com nós mesmos ou com os outros.
domingo, 4 de julho de 2010
Nossa Parcela

Talvez não percebas. Entretanto, cada dia, acrescentas algo de ti ao campo da vida.
As áreas dos deveres que assumiste, são aquelas em que deixas a tua marca, obrigatoriamente, mas possuis distritos outros de trabalho e de tempo, nos quais a vida te permite agir livremente, de modo a impregná-los com os sinais de tua passagem.
Examina por ti mesmo as situações com que te defrontas, hora a hora. Por todos os flancos, solicitações e exigências. Tarefas, compromissos, contatos, reportagens, acontecimentos, comentários, informações, boatos. Queiras ou não queiras, a tua parcela de influência conta na soma geral das decisões e realizações da comunidade, porque em matéria de manifestação, até mesmo o teu silêncio vale.
Não nos referimos a isso para que te ergas, cada manhã, em posição de alarme. Anotamos o assuntos para que as circunstâncias, sejam elas quais forem, nos encontrem de alma aberta ao patrocínio e à expansão do Bem.
Acostumemo-nos a servir e abençoar sem esforço, tanto quanto nos apropriamos do ar, respirando mecanicamente. Compreender por hábito e auxiliar aos outros sem idéia de sacrifício.
Aprendemos e ensinamos caridade em todos os temas da necessidade humana. Façamos dela o pão espiritual da vida. Acreditemos ou não, tudo o que sentimos, pensamos, dizemos ou realizamos, nos define a contribuição diária no montante de forças e possibilidades felizes ou menos felizes da existência.
Medite nisso. Reflitamos na parcela de influência e de ação que impomos à vida, na pessoa dos semelhantes, porque de tudo o que dermos à vida, a vida também nos trará.
Começar de novo

Erros passados, tristezas contraídas, lágrimas choradas, desajustes crônicos!...
Às vezes, acreditas que todas as bênçãos jazem extintas, que todas as portas se mostram cerradas à necessária renovação!... Esqueces-te, porém, de que a própria sabedoria da vida determina que o dia se refaça cada amanhã.
COMEÇAR DE NOVO é o processo da Natureza, desde a semente singela ao gigante solar. Se experimentaste o peso do desengano, nada te obriga a permanecer sob a corrente do desencanto. Reinicia a construção de teus ideiais, em bases mais sólidas, e torna ao colar da experiência, a fim de acalentá-los em plenitude de forças novas.
O fracaso visitou-nos em algum tantame de elevação, mas isso não é motivo para desgosto e autopiedade, porquanto, frequentemente, o malogro de nossos anseios significa ordem do Alto para mudança de rumo e começar de novo, é o caminho para o êxito desejado.
Temos sido talvez desatentos, diante dos outros, cultivando indiferença e ingratidão; no entanto, é perfeitamente possível refazer atitudes e começar de novo a plantação da simpatia, oferecendo bondade e compreensão àqueles ue nos cercam.
Teremos perdido afeições que supúnhamos inalteráveis; todavia, não será justo, por isso, venhamos a cair em desânimo. O tempo nos permite começar de novo, na procura das nossas afinidades autênticas, aquelas afinidades suscetíveis de insuflar-nos coragem para suportar as provações do caminho e assegurar-nos o contentamento de viver.
Desafaçamo-nos de pensamentos amargos, das cargas de angústia, dos ressentimentos que nos alcancem e das mágoas requentadas no peito! Descerremos as janelas da alma para que o sol do entendimento nos higienize e reaqueça a casa íntima.
Tudo na vida pode ser recomeçado de novo para que a lei do progresso e do aperfeiçoamento se cumpra em todas as direções.
Efetivamente, em muitas ocasiões, quando desprezamos as oportunidades e tarefas que nos são concedidas, voltamos tarde a fim de revisá-las e reassumi-las, mas nunca tarde demais.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Mal entendido
O que caracteriza o mal-entendido é o seguinte: aquilo que para um é importante, é insignificante para o outro, mas no sentido de que, no fundo, as duas pessoas estão separadas por uma bagatela; estão desunidas no seu mal-entendido porque não arranjaram tempo para começarem a entender-se.
Pois, no fundo de todo o «desacordo real», há um acordo: «o mal-entendido» sem fundamento reside na falta de compreensão prévia sem a qual acordo e desacordo são, um e outro, um mal-entendido.
Penso às vezes, que eu promovo facilmente mal-entendidos nas pessoas, pois sou extremamente educada e carinhosa. Muitas pessoas podem confundir educação com interesse afetivo. Há poucos dias percebi isso e me senti muito mal. Não sei porque as pessoas confundem tanto o que é tão claro! Interesse afetivo e amizade são coisas muito distintas, mas acho que agora é hora de escutar e compreender mais as palavras de meu pai, quando uma vez ele disse que, cada pessoa tem uma leitura diferente de uma determinada situação. Se você ofereceu amizade e o outro entendeu como interesse amoroso; é porque o interesse nasceu primeiro na pessoa que entendeu a amizade como tal. Daí, surgem os constrangimentos: você quer amizade e o outro teima que você quer relacionamento, porque ele já tem esse "sonho" na mente.
Até você provar aquela velha frase: "não é bem isso que você está pensando", tudo caiu no abismo. E não adianta você provar por A + B que não tem interesse algum. A teimosia do outro em enxergar que você quer algo a mais é muito forte... tão forte quanto o "devaneio" que ele gostaria que se tornasse real, para muitas das vezes se sentir superior, amado, desejado.
Quem não quer ser desejado pelo objeto de suas mais secretas paixões? Pois é, queridos. Porém, há uma grande diferença entre o que é real e o que é imaginário. Sonhar é bom, é divertido, é legal, mas não vamos criar mal-entendidos para que ninguém fique constrangido. Eu, particularmente, detesto isso e como já fui vítima do engano algumas vezes e fui recentemente (de novo!!!!!!!!) sei o quanto é ruim e como abala amizades que poderiam ser bonitas, sem interesse algum e sem mágoa.
Meu interesse é amizade... SEMPRE. Eu estou doando a quem quiser e precisar com muito carinho e sinceridade. Interesses amorosos à parte, pois sou casada e bem casada. Respeito meu marido e a mim mesma em todos os sentidos.
A você, querido amigo, (que sabe para quem estou falando), desfaço aqui o mal-entendido que você instalou em sua mente. Minha amizade é a mesma, embora eu e meu marido tenhamos ficado constrangidos com seu modo de ver as coisas.
Desejo a ti boa sorte em todos os campos de sua vida. Que você seja muito feliz!
Abraços meus e de meu companheiro!
Pois, no fundo de todo o «desacordo real», há um acordo: «o mal-entendido» sem fundamento reside na falta de compreensão prévia sem a qual acordo e desacordo são, um e outro, um mal-entendido.
Penso às vezes, que eu promovo facilmente mal-entendidos nas pessoas, pois sou extremamente educada e carinhosa. Muitas pessoas podem confundir educação com interesse afetivo. Há poucos dias percebi isso e me senti muito mal. Não sei porque as pessoas confundem tanto o que é tão claro! Interesse afetivo e amizade são coisas muito distintas, mas acho que agora é hora de escutar e compreender mais as palavras de meu pai, quando uma vez ele disse que, cada pessoa tem uma leitura diferente de uma determinada situação. Se você ofereceu amizade e o outro entendeu como interesse amoroso; é porque o interesse nasceu primeiro na pessoa que entendeu a amizade como tal. Daí, surgem os constrangimentos: você quer amizade e o outro teima que você quer relacionamento, porque ele já tem esse "sonho" na mente.
Até você provar aquela velha frase: "não é bem isso que você está pensando", tudo caiu no abismo. E não adianta você provar por A + B que não tem interesse algum. A teimosia do outro em enxergar que você quer algo a mais é muito forte... tão forte quanto o "devaneio" que ele gostaria que se tornasse real, para muitas das vezes se sentir superior, amado, desejado.
Quem não quer ser desejado pelo objeto de suas mais secretas paixões? Pois é, queridos. Porém, há uma grande diferença entre o que é real e o que é imaginário. Sonhar é bom, é divertido, é legal, mas não vamos criar mal-entendidos para que ninguém fique constrangido. Eu, particularmente, detesto isso e como já fui vítima do engano algumas vezes e fui recentemente (de novo!!!!!!!!) sei o quanto é ruim e como abala amizades que poderiam ser bonitas, sem interesse algum e sem mágoa.
Meu interesse é amizade... SEMPRE. Eu estou doando a quem quiser e precisar com muito carinho e sinceridade. Interesses amorosos à parte, pois sou casada e bem casada. Respeito meu marido e a mim mesma em todos os sentidos.
A você, querido amigo, (que sabe para quem estou falando), desfaço aqui o mal-entendido que você instalou em sua mente. Minha amizade é a mesma, embora eu e meu marido tenhamos ficado constrangidos com seu modo de ver as coisas.
Desejo a ti boa sorte em todos os campos de sua vida. Que você seja muito feliz!
Abraços meus e de meu companheiro!
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